sábado, 10 de setembro de 2011

Eu...


Da tua Anis...

Meus versos são velhos
Vêm de uma passado que não vivi
Tem a sangue dos meus poetas
Tem a melancolia e a languidez de seus rostos
Meus versos são mais teus
Cada letra, cada lágrimas... e já não são elas tão amargas
Busco-te em minha alma
Tu, que fizeste renascer em mim a alegria em teus olhos tristonhos, sempre duvidando
Tu, a quem procuro das madrugadas de insânia
Busco-te em minhas orações
Vejo em meus dias vindos... em dias e noites menos turvas
Teu nome chega-me cheio de anunciação
De dias menos tristes
Dias onde no mundo só existirá nosso espírito
Dias com fé.
Dias com o teu calor.

O que há em mim...




Como girassóis, volto-me ao sol para esquecer da escuridão que trazes em tuas palavras...

" O coração é um oceano que o bafejar de um louco pode turvar, mas a quem só o hálito de Deus aplaca as tormentas"
(Macário) ÁLVARES DE aZEVEDO

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(...)
" Porque sua vida está presa a minha e é preciso que eu me liberte
Porque ele é o desespero vão que mata a serenidade que quer brotar em mim
Porque suas úlceras doem numa carne que não é a dele
Mas algum dia quando ele estiver dormindo eu esquecerei tudo e afrontarei o pântano.
Mesmo que pereça eu o esmagarei como uma víbora e o afogarei na lama podre
E se eu voltar eu sei que as visões passadas não mais povoarão os meus olhos distantes (...)"
VINICIUS DE MORAES

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" Estou cansado de vencer o mundo
Quero vencer  o inferno"
 JUNQUEIRA FREIRE

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Meus versos são mais antigos do que minha própria vida
São mais quentes que meu corpo 
E sofrem menos do que a minha alma...
Mas hoje minha alma está tão quieta
Meu amor, distante, mas sem dor, me faz sorrir.
Meus versos são mais teus, minha mãe!
E já não derramo tantas lágrimas, meu pai.
Mas passo a noite num inquietamento que rouba-me o folego e perturba minha insônia
Meu peito bate descoordenado e com a tua voz a dor toca-me mais uma vez.
Depois disso, volto a quem decidi ser
Que das venturas dessa vida nunca sou farto
E diante das desventuras que amargam-me o coração, meu espírito é bravo
Perde, ganha
Mas luta e não desiste jamais.

Hoje

" É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indivisível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas mais simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que sou triste..."  VINICIUS DE MORAES

O pensamento descansa no alto das dunas que o vento leva ao amanhecer
...que saudades do mar dos meus antigos dias (só do mar)
Os votos que nunca chegaram...
A frase que teima em não vir...
Que notas santas, acalenta-te, acalma, meu poeta da noite na embriaguez da vida?
São lágrimas ou sangue que molham tuas páginas jogadas no chão?
É dor ou alegria o sentimento que te invade o peito 
Rouba-te o sono e te faz morrer tantas vezes na madrugada?
Morremos a cada verso
Para renascermos todos os dias
Será que ressuscitaremos por toda a etermidade?  

Choras por tão pouco!
Choras por poucos
Cada soluço teu desse-me a garganta como um gole quente de rum
Faz estragos dentro de mim
Abre novas feridas em campos cicatrizados
Traz-em de volta as velhas stigmas
Não tomarei novamente o gole dessa taça impura
Não me entregarei aos braços do desengano
Essa dor não me pertence
Não a quero em mim
Quebra meus pactos
Desacredita a minha esperança
Mas não me fará desejar o fim
...Nunca mais
Ofende meus ideais
Renega meus sentimentos
Excreta minha alma
Mas não me fará voltar
Choras por tão pouco
O teu falso moralismo me enoja mais uma vez
Choras por poucos
Mas não chores por mim!
Aparte esse momento não derramarei uma só lágrima por ti.

Ela


Será pra sempre essa fuga do momento?
Esse engasgo, essa vontade de chorar?
Escutar tuas palavras que não me dizem nada
Mas que apesar de não fazerem sentido algum me ferem como se fossem gotas de ácido
Quero um tempo longe desse momento 
Quero um tempo em que tua voz me chegasse com a doçura que deveria ter.
Não!
Não vou deixar que isso tire o lume dos meus olhos por  além desse instante
Não vou beber novamente dessa taça impura que insistes em colocar sobre a minha mesa.
Será algum dia poderá haver vida nas tuas palavras?
O elas viram para roubar e ferir?
Almejo o dia em que elas não me machucaram mais...